IMG-20250621-WA0046-1.jpg


Há dias em que a gente sente que tudo está travado. As coisas não andam, os encontros não acontecem, os sonhos parecem presos numa porta que não abre. E, quase sempre, a primeira pergunta que fazemos é: o que está me faltando?

Mas e se a pergunta certa fosse outra: o que eu deixei de doar?

Doe mais. Não apenas coisas — doe tempo, presença, atenção, amor. Esses são os bens que não empobrecem quem entrega. Pelo contrário: multiplicam.

A vida responde ao movimento. Tudo o que fica parado azeda, enferruja, perde sentido. Um coração fechado até pode se proteger por um tempo, mas não sustenta bênção por muito tempo. Mão fechada não segura nada. Nem afeto, nem oportunidade, nem paz.

Talvez o que esteja travado não seja a falta de recursos, de sorte ou de respostas. Talvez seja retenção. Reter sentimentos, reter palavras boas, reter gestos simples que poderiam mudar o dia de alguém — e o nosso também.

Quando a gente doa presença, o outro se sente visto.
Quando doa atenção, o outro se sente importante.

Quando doa amor, algo dentro da gente se alinha com o que realmente importa.

Não é sobre dar esperando retorno. É sobre entender que o fluxo da vida funciona assim: o que passa por você, permanece em você. O que você segura com medo, acaba escapando.

Abra a mão. Abra o coração. Abra espaço.

A bênção não gosta de aperto — ela gosta de circulação.

Do modo mais simples,
Alan Ribeiro – Seu Melhor Amigo

About Author