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À luz da Bíblia, falar sobre finanças é, antes de tudo, falar sobre ordem, propósito e fidelidade. Deus não se opõe à prosperidade; pelo contrário, Ele ensina princípios claros para que o dinheiro seja um instrumento de bênção e não de escravidão.
A Palavra nos orienta a estabelecer prioridades. Jesus ensinou: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). No campo financeiro, isso começa com reconhecer que Deus é o Senhor de tudo o que temos. A devolução dos dízimos e ofertas não é apenas uma prática religiosa, mas um ato de fé, gratidão e alinhamento espiritual. “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda” (Provérbios 3:9).
Após honrar a Deus, a Bíblia nos chama à responsabilidade. Ter um teto é essencial. O aluguel, para quem paga, representa dignidade e proteção da família. Garantir moradia é zelar pelo lar que Deus confiou. Da mesma forma, as contas básicas — energia elétrica, água e internet — tornaram-se necessidades reais do dia a dia. A Escritura ensina que devemos cuidar bem da nossa casa: “Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua própria família, negou a fé” (1 Timóteo 5:8).
A alimentação também deve ser tratada com sabedoria. A Bíblia valoriza a boa administração: “Os planos do diligente conduzem à fartura” (Provérbios 21:5). Pesquisar preços, escolher locais mais acessíveis e evitar desperdícios são atitudes que honram a Deus. O mesmo vale para os medicamentos, pois cuidar da saúde é preservar o corpo, que é templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19).
Outro princípio bíblico fundamental é a previdência. José, no Egito, ensinou o valor da reserva ao armazenar nos tempos de fartura para enfrentar os tempos difíceis (Gênesis 41). Separar ao menos 10% como reserva técnica é um ato de prudência, que traz segurança e paz diante de imprevistos.
Por fim, a Bíblia não ignora o vestuário e o lazer. Deus deseja equilíbrio. O Eclesiastes afirma que há tempo para todas as coisas (Eclesiastes 3:1), e desfrutar do fruto do trabalho também é bênção (Eclesiastes 5:18). Desde que não haja excessos, vestir-se com dignidade e reservar momentos de descanso fazem parte de uma vida saudável.
Em resumo, finanças à luz da Bíblia não são sobre quanto se ganha, mas sobre como se administra. Quando colocamos Deus em primeiro lugar, organizamos as prioridades, agimos com sabedoria e vivemos com equilíbrio, o dinheiro deixa de ser um peso e passa a ser um meio de cumprir propósitos maiores. Afinal, “o Senhor é quem dá poder para adquirir riquezas” (Deuteronômio 8:18).

Alan Ribeiro

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